16/11/2018

TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS DE MERCADO PARA UMA POPULAÇÃO EM ENVELHECIMENTO

O aumento da expectativa de vida do brasileiro provoca uma nova organização demográfica e gera novas demandas no campo da saúde, educação, trabalho e economia.

O envelhecimento da população é uma conquista exitosa decorrente de avanços no campo da saúde pública e do desenvolvimento econômico dos países. Entretanto, representa um desafio para a sociedade, que precisa se adaptar a uma nova organização demográfica e suas demandas no campo da saúde, da educação, do trabalho e da economia.

A estimativa das Nações Unidas é que a população de pessoas com mais de 60 anos no mundo seja mais do que duplicada até 2050 - passando de 962 milhões em 2017 para 2,1 bilhões em 2050. A velocidade do envelhecimento populacional é outro aspecto que chama a atenção, o ganho obtido em anos de vida do período de 1930 a 2050 será de 33 anos. O que demonstra que além de estarmos envelhecendo isso está se dando de maneira rápida, um ganho associado as revoluções tecnológicas.

Este ano, quase um quarto da população mundial estará com mais de 50 anos. O principal efeito desse fenômeno é a profunda transformação social e a intensificação da chamada “Economia da Longevidade”.

A Economia da Longevidade será a terceira maior economia do mundo daqui a alguns anos. Chamada pela comunidade internacional de “Economia Silver”, ela tem por objetivo atender as necessidades das pessoas com 50 anos ou mais, incluindo os produtos e serviços que consomem. A força da Economia Silver deverá mudar a economia mundial, atingindo a cifra de 7,1 trilhões de dólares no ano de 2032.



É compreensível que o fenômeno do envelhecimento gere medos para as pessoas, desafios para os gestores de serviços de saúde e especulações no meio científico. Isto por que ter as capacidades físicas e cognitivas reduzidas pode ser frustrante, doloroso e debilitante para as pessoas com mais idade. Lidar com esse processo será oneroso para a gestão pública e privada, e desenvolver soluções para esses desafios é uma pauta estratégica da ciência e da inovação no mundo.

O esperado é que assim como a intervenção tecnológica prolongou a vida humana, ela igualmente ajude a solucionar os problemas decorrentes desse ganho adicional de anos de vida. O mercado de produtos destinados às pessoas com mais de 60 anos ainda está em fase inicial, mas o setor privado vem lentamente demonstrando interesse em buscar os consumidores com mais idade, especialmente quando se trata de produtos e serviços: para retardar o envelhecimento; apoiar nos cuidados e na assistência; para prevenir e tratar doenças associadas ou agravadas pelo envelhecimento entre outros.

A incorporação das TIC é uma oportunidade para aumentar a qualidade de vida e a autonomia dos idosos. A tecnologia ajuda o idoso ou a pessoa com limitações a transcender o limite da capacidade física e cognitiva que muitas vezes está comprometida. Cabe destacar que o público com 60 anos ou mais tem o maior rendimento médio mensal, por faixa etária no Brasil. Sendo significativo o potencial de pessoas na faixa de 40 a 59 anos, com acesso à internet, que irão migrar para a faixa de 60 anos ou mais em breve.



Assim, o momento parece oportuno para explorar essa oportunidade de mercado, pois além das transformações demográficas, o mundo passa por mudanças nas relações produtivas e nos padrões impostos pela globalização e pela revolução digital que estão mudando radicalmente os hábitos da população global. O mundo digital poderá facilitar o acesso à saúde (Tele saúde), ao trabalho (Tele trabalho), à educação (Tele-educação).

São essas oportunidades de mercado que serão apresentadas neste primeiro volume da série Saúde e Inovação, cujo tema será “Tendências Tecnológicas de Mercado para uma População em Envelhecimento”. A Série é uma publicação do Observatório FIESC em parceria com o SENAI-SC e Centro de Inovação SESI cujo objetivo é apresentar para a indústria catarinense e nacional o potencial de geração de riqueza decorrente da transformação demográfica pela qual o Brasil está passando.

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​Fonte: Observatório FIESC (www.observatoriofiesc.com.br)

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