17/02/2018

OMS PUBLICA DIRETRIZES PARA REDUZIR CESÁREAS

As diretrizes destacam a importância do cuidado centrado na mulher através de uma abordagem holística baseada nos direitos humanos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta quinta-feira (15) novas diretrizes sobre padrões globais de atendimento às mulheres grávidas, com o objetivo de reduzir o uso desnecessário de algumas intervenções médicas como, por exemplo, a cesárea.

“Queremos que as mulheres deem à luz em um ambiente seguro, com profissionais qualificados e em unidades bem equipadas. No entanto, a crescente ‘medicalização’ de processos normais de parto está minando a capacidade das mulheres de dar à luz, e afetando negativamente sua experiência de parto”, disse Nothemba Simelela, diretora-geral assistente para família, mulheres, crianças e adolescentes da OMS.

Globalmente, estimados 140 milhões de partos acontecem a cada ano, e a maior parte deles ocorre sem complicações para mulheres e bebês. No entanto, de acordo com a OMS, nos últimos 20 anos, os profissionais de saúde ampliaram o uso de intervenções que eram anteriormente usadas apenas para evitar riscos ou tratar complicações, tais como a aplicação de oxitosina para acelerar o trabalho de parto e as cesarianas. Estudos mostram que uma proporção substantiva de grávidas saudáveis passa por ao menos uma intervenção clínica durante o trabalho de parto. “Se o parto está ocorrendo normalmente, e as mulheres e seus bebês estão em boas condições, não precisam receber intervenções adicionais para acelerar o processo”, disse Simelela.

Entre as 56 recomendações baseadas em evidências, estão a parturiente ter uma companhia à sua escolha durante o trabalho de parto e o nascimento da criança; receber atendimento respeitoso e acesso a boa comunicação com os profissionais de saúde; manter privacidade e confidencialidade; e ter autonomia decisória sobre a gestão da dor, posições, entre outras.

Reconhecendo que cada parto e nascimento é único e que sua duração varia entre as mulheres, as diretrizes afirmam que o padrão anterior para dilatação cervical de 1 cm/hora durante o primeiro estágio ativo do parto pode ser “irrealista” para algumas mulheres, sendo impreciso em identificar mulheres em risco de resultados adversos nocivos. As diretrizes enfatizam que uma dilatação cervical mais lenta sozinha não pode ser uma indicação para a intervenção no sentido de acelerar o parto.

Clique aqui para acessar o documento (em inglês).
 
Fonte: Nações Unidas no Brasil
  

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