18/01/2018

RELATÓRIO VIGITEL BRASIL 2016: SAÚDE SUPLEMENTAR

Pesquisa com beneficiários de planos de saúde mostra que obesidade e sobrepeso são problemas crescentes no País.

Lançado em janeiro pelo Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o relatório Vigitel Brasil 2016: Saúde Suplementar mostra que os índices de excesso de peso e obesidade são crescentes no Brasil. A pesquisa com beneficiários de planos de saúde destaca que a proporção de adultos com excesso de peso aumentou de 46,5% para 53,7%, um crescimento de 15,5% em comparação com 2008, ano-base da publicação. Em relação à obesidade, o percentual aumentou 41,6%, de 12,5% para 17,7%.
 
Segundo a ANS, o aumento destes índices pode estar relacionado com o aumento no consumo de comidas industrializadas e de bebidas alcóolicas e pelo fato da população fazer pouca atividade física. Acompanhando a evolução desfavorável, a frequência de beneficiários com diagnóstico médico de diabetes aumentou em média 0,2% ao ano no período entre 2008 e 2016.
 
Em 2016 o Vigitel incluiu indicadores relacionados ao tempo livre gasto diante de telas de computador, tablets e celulares. Entre os entrevistados, 19,5% afirmaram utilizar esses equipamentos por três ou mais horas por dia. Mas a pesquisa também traz bons resultados, como uma redução de 41,1% no tabagismo, que caiu de 12,4% em 2008 para 7,3% em 2016, e a redução de inatividade física, que caiu de 19,2% para 14,2%, e o consumo de frutas e hortaliças aumentou de 27% para 30,5%.
 
"O monitoramento dos principais determinantes das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) é uma importante ferramenta para a avaliação de políticas em saúde. Os indicadores do Vigitel da Saúde Suplementar devem ser usados na reflexão de operadoras de planos de saúde, prestadores de serviços e beneficiários, contribuindo para a formulação de modelos de cuidado que envolvam a promoção da saúde e a prevenção de doenças, em prol da qualidade de vida desta parcela da população", afirma Karla Coelho, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS.
 
Esta é a quarta publicação (2009/2012/2015) que traz resultados do monitoramento dos principais determinantes das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). A publicação utiliza dados do décimo primeiro ano de operação do Vigitel – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito Telefônico, realizada em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Em 2016 foram entrevistadas 53.210 pessoas por telefone, entre os meses de fevereiro e dezembro de 2016, sendo 20.258 homens e 32.952 com mulheres.
 
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